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Conheça os micróbios

Já pensou no impacto do livro de Lewis Carroll, Alice no País das Maravilhas, se em vez de encolher até 25 cm de altura, Alice tivesse se-encolhido para um tamanho ainda menor, por exemplo, 10 micrômetros? (Um micrômetro é um milésimo de milímetro). Nesse cenário, Alice teria encontrado tantas formas, classes e tamanhos diferentes de microorganismos que sua maravilhosa aventura teria que ter sido contada em uma história mais longa do que os livros do jogo dos tronos, e mais interessante (a meu ver: D)!


Como o foco deste blog são os microorganismos, queremos começar por dizer-lhe, quem são eles? Onde estão? Como são? A fim de tornar mais fácil pensar sobre sua existência e suas funções, bem como suas relações com o ambiente de vivo e não vivo. Ahh e por 'não vivo' nos referimos ao componente químico e físico do ambiente como água, clima, luz e não ao mundo dos mortos! (Uffa! Fora do susto!)


Por definição, um micróbio (do grego: "micrós" = "pequeno" e "bios" = "vida") significa ser um ser vivo diminuto. Por tanto, precisamos da ajuda dos microscópios para poder visualizá-los, já que possuem tamanhos menores que os limites da visão humana (aproximadamente 0,1 milímetros). Eles são tão pequenos que você poderia ter um bilhão de micróbios em uma colher de chá de solo (que é o mesmo número de seres humanos que vivem atualmente na África).



Infelizmente, o fato de não ver os microrganismos a olho nu nos levou a minimizar sua importancia por muito tempo. Até agora, estamos descobrindo suas funções e como elas afetam todos os aspectos da vida na Terra. Hoje sabemos que os micróbios foram as primeiras formas de vida do planeta, faz uns 3.500 milhões de anos atrás. Os micróbios possuem uma variedade impressionante de formas e podem existir em uma variedade de ambientes, como fontes termais, gelo da Antártida ou dentro do corpo de plantas e animais. Por serem tão diversos, podemos dividi-los em 6 grupos:


1. Bactérias:

São microorganismos unicelulares (ou seja, o organismo completo é uma única célula) e essas células são do tipo procariótico, que ao contrário dos eucariotos (plantas, animais, fungos) são mais simples, pois não possuem núcleo ou organelas com membrana. As bactérias podem ter tamanhos entre 0,2 - 700 μm e formas muito variadas, segundo as quais podem ser ditas: esféricas (cocos), barra (bacilos), espirais (espirilos), comas (vibrios).


2. Archaeas (arqueias):

Como as bactérias, são microrganismos unicelulares do tipo procariótico, mas com uma história evolutiva diferente. Inicialmente, eles eram considerados exclusivos de ambientes extremos, pois eram freqüentemente encontrados em ambientes com temperaturas muito altas (como fontes termais) ou lagos muito salinos (como o Mar Morto). Atualmente, sabe-se que eles podem ser encontrados em mais ambientes, como no solo, oceanos, lagos e intestinos de alguns animais. As archaeas também têm formas muito variadas (esféricas, barras, espirais, lobulares, retangulares, etc).


3. Fungos:

Ao contrário das bactérias e arqueias, os fungos são eucarióticos, o que significa que eles têm células com um núcleo definido, envolto em uma membrana. Os fungos podem ser organismos unicelulares ou multicelulares muito complexos (formados por muitas células). Eles são encontrados em praticamente qualquer habitat, mas principalmente no solo ou no material vegetal. Entre as formas unicelulares dos fungos, encontramos leveduras (Saccharomyces), que são microorganismos ovais maiores que as bactérias (entre 6 e 20 μm), muito importantes na produção de pão e cerveja. Outros fungos têm a forma de filamentos (fungos filamentosos) que podem ou não formar corpos macroscópicos como aqueles que vemos crescendo em árvores em decomposição ou a famosa Amarita muscaria.


4. Protozoários:

São microrganismos unicelulares e eucarióticos. Apresentam diferentes formas e tamanhos que variam desde uma Amoeba que pode mudar sua forma, até o Paramecium com uma forma fixa. Os protozoários movem-se por meio de pseudópodes (como na Amoeba), flagelos (em Tripanossoma) ou cílios (em Paramecium). Os protozoários vivem em uma ampla variedade de habitats úmidos, incluindo ambientes marinhos, de água doce e solo. Esses microrganismos também podem viver como entidades de vida livre ou parasitas (removendo nutrientes de outros organismos vivos), absorvendo ou ingerindo compostos orgânicos do meio ambiente.


5. Algas:

As algas são organismos eucarióticos fotossintéticos, isto é, com capacidade de produzir seu próprio alimentos a partir de luz, água e dióxido de carbono. Como resultado da fotossíntese, as algas produzem oxigênio e carboidratos que são usados por outros organismos, incluindo animais. A maioria das algas vive em água doce ou marinha, onde podem flutuar livremente ou se-aderir ao fundo. Algumas algas podem crescer em rochas, solo ou vegetação (desde que haja umidade suficiente). Algumas algas formam associações muito próximas com fungos formando liquens. Os habitats mais incomuns das algas são os pêlos dos ursos-preguiça e dos ursos polares.


6. Vírus:

Eles são os menores e mais diferentes de todos os micróbios mencionados aqui. Dizem que eles são tão pequenos que 500 milhões de rinovírus (vírus que causa o resfriado comum) poderiam entrar na cabeça de um alfinete. Eles são os únicos acelulares (não formados por células) e são compostos apenas de um núcleo de material genético (DNA ou RNA) cercado por uma camada protetora composta de proteínas. Os vírus só são considerados vivos quando podem se multiplicar dentro das células de outros seres vivos. Nesse sentido, os vírus são parasitas de outras formas de vida.


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